Entramos na reta final do projeto, mais ainda temos grandes historias para contar, como essa do repórter Felipe Augusto.
Vôleicâmbio:
bastidores
Cinco e meia da
manhã. Um horário típico para eu acordar numa vida que se mistura o lado
profissional e acadêmico. Para acordar nesse horário a vida acadêmica me chama
e parto rumo ao Alvorada.
Às seis e meia
pego o ônibus rumo ao terminal com os olhos querendo fechar. A viagem é rápida,
chego às sete horas no terminal e logo pego a 169- Alvorada e pergunto ao
motorista:
- Me avise
quando chegarmos ao Centro Esportivo.
-Claro que sim –
respondeu ele.
Chego lá e o
motorista me dá as coordenadas para chegar ao centro. Vou reto e viro à
esquerda. Pergunto a um senhor onde fica o centro e pergunta.
-Por que você
quer saber?
- Vou fazer uma
entrevista!
Ele olha
abismado e não fala nada.
Fico à espera do
meu colega de reportagem, Kaíque e fico observando os senhores e senhoras
atletas que estão prestes a jogar um esporte desconhecido por mim e muitos.
O horário que
começaria o treino seria às oito da manhã, mas devido ao recesso, nenhum guarda
municipal apareceu para abrir o centro esportivo. Com isso o treino foi
transferido para a quadra do Corpo de Bombeiros do bairro.
Nossa abordagem
foi bem inexperiente. Seguimos eles e quando chegamos lá falamos com um dos
atletas, que chamou a responsável pelo grupo, Nádia Donizete Assis, 48 anos.
Com muita animação ela aceitou que acompanhássemos o treino.
A primeira
iniciativa foi gravar vídeos e tirar fotos do treino.
O final da
primeira parte chegou e foi à vez de entrevistarmos dona Vilma, um exemplo de
vida para qualquer um. Vilma se recupera de um câncer de mama com a ajuda do
vôleicâmbio.
Dona Vilma se
mostrou uma verdadeira especialista em esportes. Pergunto a ela se tinha
acompanhado a partida da seleção brasileira de vôlei no dia anterior a
entrevista e logo indagou que sim e havia acompanhado os jogos inaugurais da
Eurocopa.
Após essa entrevista
foi à vez de Nádia nos contar e se emocionar em uma entrevista que misturou certa
crítica em seu começo e logo após a emoção falou mais alto.
Com o fim do
treino encontramos o casal mais velho da turma. Paulo e Rosa Takano brincaram
com suas idades dizendo que são os caçulas da turma. E o humor de Seu Paulo
ficou evidente quando referiu que seu sobrenome ajudava muito na hora do jogo.
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